Quando a música ganha força para transformar o mundo.

Rock in Rio anuncia mais novidades para essa edição de 2026.

Poucos festivais no mundo conseguiram construir uma história tão grande dentro e fora da música quanto o Rock in Rio.

Criado por Roberto Medina em 1985, em um Brasil que começava a respirar novamente os ares da liberdade depois de anos de ditadura, o festival nasceu de uma ideia que, à primeira vista, parecia impossível. Reunir música, comportamento, cultura e esperança em uma escala jamais vista no país.

Quarenta e um anos depois, a imaginação e ousadia de Roberto Medina continuam sendo as principais forças por trás dessa história de sucesso do festival.

O que começou como um grande festival de música transformou-se em uma plataforma internacional de entretenimento, turismo, comunicação, sustentabilidade, inclusão e, sobretudo, mobilização social.

E talvez seja justamente essa capacidade de imaginar o impossível e sua ousadia que expliquem a dimensão alcançada pelo Rock in Rio, que perdura há decorrer de décadas.

Medina não imaginou apenas uma Cidade do Rock. Imaginou um espaço capaz de fazer o Brasil olhar para si mesmo e, ao mesmo tempo, ser olhado pelo mundo.

Em 1985, quando o país ainda carregava as marcas de um período obscuro, a música tornou-se uma espécie de linguagem universal para dizer que o Brasil estava vivo, que havia esperança e que aquele país valia a pena.

Essa visão continua presente em 2026.

Às vésperas de mais uma edição, o Rock in Rio reforça um dos pilares que acompanham sua trajetória: “Por Um Mundo Melhor”.

E, neste ano, o festival escolheu enfrentar uma das questões mais urgentes da sociedade brasileira, e quiça do mundo, a fome.

Em parceria com a Ação da Cidadania dirigido, atualmente, por Daniel Souza, filho de Betinho, o Rock in Rio lança uma mobilização que pretende alcançar 2 milhões de pratos. E já parte de uma doação inicial de 500 mil pratos de comida.

A campanha “Um Mundo Melhor é um Mundo sem Fome” transforma a enorme capacidade de comunicação do festival em uma ferramenta de solidariedade.

É aqui que a história de outro grande brasileiro se encontrou com a de Roberto Medina.

Herbert de Souza, o Betinho, mostrou ao Brasil que combater a fome não deveria ser apenas uma questão de governo ou de instituições, mas uma responsabilidade coletiva.

Sua trajetória à frente da Ação da Cidadania ajudou a colocar a fome no centro do debate nacional e a transformar indignação em mobilização.

Betinho acreditava na força da sociedade quando ela se organiza para mudar uma realidade. O Rock in Rio, por sua vez, possui algo raro, a capacidade de reunir milhões de pessoas em torno de uma mesma experiência.

Quando essas duas forças se encontram, música e cidadania deixaram de caminhar em caminhos separados.

O festival tem a dimensão necessária para transformar uma mensagem em movimento. Uma camiseta pode se transformar em alimento. Uma doação pode significar uma refeição. Um ingresso pode estar associado a uma corrente de solidariedade. Um grande espetáculo pode, ao mesmo tempo, provocar reflexão sobre um problema que existe muito além dos portões da Cidade do Rock.

E essa talvez seja uma das maiores dimensões do Rock in Rio, o festival não termina quando a música acaba.

Seu impacto se estende para escolas, projetos sociais, iniciativas ambientais, ações de acessibilidade, inclusão, geração de renda e preservação da Amazônia, outro problema social.

Ao longo dos anos, o “Por Um Mundo Melhor” deixou de ser apenas uma frase associada ao festival para se transformar em uma espécie de compromisso permanente.

Desde os emblemáticos três minutos de silêncio realizados em 2001 até iniciativas como o Amazônia Live, que já ultrapassa a marca de 4 milhões de árvores plantadas, o Rock in Rio demonstra, ao decorrer do tempo, que entretenimento e responsabilidade social podem e devem ocupar o mesmo palco.

Em 2026, essa mensagem ganha ainda mais força.

No encerramento do festival, em 13 de setembro, uma nova experiência será apresentada ao público.

Um espetáculo de aproximadamente dez minutos, com 1.500 drones ocuparão o céu da Cidade do Rock.

Mais do que tecnologia e grandiosidade, a apresentação será utilizada para celebrar visualmente o propósito “Por Um Mundo Melhor”, transformando o céu em uma extensão da mensagem que o festival carrega há décadas.

Também estará de volta o Fans For Change, tradicional leilão que reúne objetos e experiências ligados aos artistas e que, nesta edição, terá sua arrecadação destinada à Ação da Cidadania.

Vale destacar que até hoje a iniciativa já arrecadou mais de R$ 1,5 milhão para diferentes causas sociais.

Tudo isso revela uma característica fundamental do Rock in Rio, sua capacidade de entender o tamanho que possui e utilizar esse tamanho para algo maior.

Porque o Rock in Rio é gigantesco. E generoso.

É música. É entretenimento. É turismo. É economia. É comunicação. É cultura. É tecnologia. É comportamento, mas também pode ser alimento, educação, sustentabilidade, inclusão e esperança para muitos.

E essa dimensão não surgiu por acaso.

Ela nasceu da combinação da imaginação, do espírito desbravador e arrojado de Roberto Medina, cresceu com o tempo e a força de milhares de profissionais e artistas e encontrou, em figuras como Betinho, uma inspiração para compreender que transformar a sociedade exige mobilização.

Em um mundo cada vez mais marcado por diferenças, intolerância, desigualdade e conflitos, talvez a mensagem mais poderosa de um festival de música desse porte seja justamente lembrar que existem coisas capazes de nos unir.

A música é uma delas.

A solidariedade é outra.

E o Rock in Rio parece ter entendido, desde 1985, que quando milhões de pessoas compartilham uma mesma emoção, essa energia pode e deve ultrapassar os limites dos palcos.

Pode atravessar os portões.

Pode chegar a quem nunca esteve na Cidade do Rock.

Pode virar alimento.

Pode virar oportunidade.

Pode virar consciência.

Pode virar mudança.

“Por Um Mundo Melhor” não é apenas o lema do Rock in Rio. É a ideia que ajuda a explicar por que um festival criado para celebrar a música conseguiu se transformar em uma plataforma de transformação social.

Em 2026, diante da urgência da fome, essa mensagem ganha um significado ainda mais profundo, um mundo melhor precisa, antes de tudo, ser um mundo sem fome.

E talvez seja justamente essa a maior herança da imaginação de Roberto Medina e da luta de Betinho, mostrar que grandes sonhos só se tornam verdadeiramente grandes quando conseguem melhorar a vida de outras pessoas menos favorecidas.

Texto

CÉSAR OLIVEIRA

Imagens

CÉSAR OLIVEIRA

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Editor  César Oliveira