No domingo, dia 15 de setembro de 2024, a noite dominada pelo rock, Avenged Sevenfold encerrou com sucesso no Palco Mundo o Rock in Rio

Após um hiato de 11 anos sem pisar em solo brasileiro, quinteto norte-americano foi a principal atração do Palco Mundo no primeiro fim de semana do festival em 2024.

Na noite de domingo (15/09), os integrantes do Avenged Sevenfold fecharam com chave de ouro o primeiro fim de semana do Rock in Rio.

A atração anterior, Evanescence, preparou e aqueceu os motores do público fiel do quinteto americano composto por M. Shadows (vocais), Synyster Gates (guitarra solo), Zacky Vengeance (guitarra base), Johnny Christ (baixo) e Brooks Wackerman (bateria).

Formada em 1999, o grupo percorre diversos estilos musicais ao longo de seus álbuns. A banda não é novata no festival e já tinha se apresentado no Rock in Rio durante turnê do álbum “Nightmare” em 2013, e transitou pelas diversas fases da banda com hits ao longo de uma hora e meia de show.

Liderados por Shadows e Gates, a banda abriu sua apresentação com “Cosmic”, do mais recente álbum “Life is Just But a Dream”, e em seguida emendou a clássica “Afterlife”, da fase de ouro da banda, sendo cantada em coro pelo público.

Também do disco mais recente, “Mattel” teve destaque pelas projeções feitas no telão, que se misturavam às imagens dos integrantes.

Em seguida, veio “Hail to the King”, com destaque para o dueto de guitarras em seu solo e o público cantando em uníssono, regido por Shadows.

Posteriormente, foram tocadas “The Stage” e “Buried Alive”. Os riffs pesados, melodias e arpejos suaves das canções foram muito bem aproveitadas na ótima estrutura de som do evento.

Entre uma música e outra, o líder da banda interagia com o público. Shadows comentou sobre sua felicidade ao voltar ao evento, desta vez como headliner, e levou uma sonora vaia por pegar uma bandeira do Corinthians atirada por um fã.

Ademais, prometeu voltar no ano que vem ao país para alguns shows solo da banda.

Posteriormente, a banda tocou “Gunslinger”, não muito frequente no setlist da banda.

Nesta música, vale destacar a pirotecnia e os fogos de artifício vindos do palco no início do trecho mais pesado da canção e os backing vocals dos dois guitarristas.

Já “Bat Country”, do aclamado “City of Evil” inflamou o mosh pit que logo se formou entre os fãs.

Outro ponto alto da apresentação foi “So Far Away”, dedicada a The Rev, baterista original da banda, falecido em 2009. Essa música sempre emociona os fãs por conta da carga emocional envolvida entre os membros da banda, amigos desde a infância.

O show prosseguiu com “Nobody”, “Nightmare”, que contou com levadas e grooves precisos do baterista Brooks Wackerman, “Unholy Confessions” e “Cosmic”.

Um ponto de destaque foi o ótimo solo de bateria que antecedeu “Unholy Confessions”, demonstrando a versatilidade do baterista, que já havia participado de projetos de punk rock e outros estilos anteriormente na carreira.

Em alguns momentos precisou do auxílio de seus companheiros de banda, Gates, Zacky Vengeance, Johnny Christ, e do público nos vocais de algumas canções, mas nada que fizesse o ritmo do show diminuir.

Neste show, em especial, o guitarrista Synyster Gates se destacou nas linhas vocais, tanto em vocais limpos quanto em alguns momentos mais eufóricos.

Por fim, a banda encerrou sua apresentação com “A little Piece of Heaven”, uma ópera-rock de quase 9 minutos, do disco autointitulado da banda.

Uma música cheia de nuances e que transita por vários estilos deu toques finais à apresentação do quinteto californiano.

Depois de pouco mais de 1h e meia de show, a banda deixou o palco e se despediu dos fãs, que deixaram a Cidade do Rock muito satisfeita e ansiando por novas apresentações do gênero.

Texto

GABRIEL GAIA

Imagens

CÉSAR OLIVEIRA

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Editor  César Oliveira