Mariah Carey no Rock in Rio 2024

É isso, galera! Finalmente, Mimi, a Diva, aterrissou no Rock in Rio, e com aquele toque de brilho.

O show da Mariah Carey no Rock in Rio

O show abriu com imagens da diva no telão, dançarinos, iluminação. A surpresa foi Mariah entrar triunfante num vestido de strass verde e o restante da bandeira do nosso país estampado nos generosos peitos, um vestido que grita “Brasil”.

Agora, sinceramente, ela já começou lendo a letra no teleprompter? Porque nós, reles fãs mortais, passamos anos decorando cada verso, e a própria Mariah está ali, só no teleprompter. Já não deu tempo pra decorar, não, Mimi?!??

“Heartbreaker” foi o primeiro tiro. E, olha, rolou fofoca de que em São Paulo foi tudo no playback, mas aqui no Rock in Rio, parecia que ela estava cantando mesmo. E quer saber? Não vou me meter nessa treta, deixo isso para os lambs.

Logo depois, veio “Touch My Body” e o caos da transmissão começou: Multishow, pelamor! Cadê aquele close bafônico na diva? Ficar mostrando o público é sacanagem.

Eu fiquei no camarote do meu sofá, com todo o meu conforto porque eu queria, de fato, ver o show do paraíso que é a minha sala!

Mariah solta aquele agudo no final da música e, sem respirar, já mete um “I’ll Be There”. Ok, Trey Lorenz estava lá para garantir o dueto, porque, convenhamos, Mariah tá guardando a energia pros whistles e praquele caminhar de um lado pro outro do palco, poupando seu fôlego pra cantar suas músicas.

Quando chegou em “Always Be My Baby”, ela puxa aquele coro de tchururu e o público enlouquece.

Em seguida, vem “My All”, tão rápida que se você piscou, perdeu. Eu fui rapidinho ao banheiro e não consegui assistir…

“Emotions” já chega com aquele agudo de golfinho, e eu só conseguia pensar: será que ela ainda respira? Se respira, parabéns, porque eu não conseguiria.

“Dreamlover” fez o tempo voltar para os anos 90, quando a gente ainda fingia que conseguia alcançar esses agudos.

Para quem cresceu com esses hits, nada é desconhecido. Já em “Hero”, Mariah, cansada de tanto andar de um lado pro outro (ou pelo menos de tentar), parou no pedestal.

A voz estava impecável, mas, sinceramente, a emoção ficou mesmo por conta do público. Mariah travou numa pose icônica e ficou, linda, tipo estátua da diva.

Depois de sumir rapidinho para trocar de look (só o vestido mesmo, afinal, ninguém mexe naquelas madeixas), Mimi voltou num tubinho rosa de strass com uma borboleta.

Porque, né, ela não é ninguém sem uma borboleta e sem muito brilho. Silvio Santos, se estivesse vivo, teria orgulho desses looks.

E enquanto a diva lacrava, os dançarinos mantinham o público entretido com uns remixes em playback.

Aliás, a ação do show foi graças aos dançarinos. Teve até um gostoso sem camisa, então, assim, estamos bem servidos.

“It’s Like That” trouxe o batidão e, diferentemente do Akon, que estava em modo playback, Mariah entregou a VOZ. E aí, claro, chegou “Say Somethin” com a equipe de maquiagem subindo no palco, porque diva que é diva precisa do glam squad em cena.

Mariah, aliás, está entregando uns vocais tão perfeitos, sem esforço nenhum, sem nenhuma careta. Ela faz parecer ou que é fácil ou que é playback.

Quando a gente achava que ela ia desacelerar, aparece o letreiro MIMI em luzes rosas, e rolou até “Shake It Off” – mas, calma, não é o da Taylor Swift, é o da Mariah mesmo.

Porque o pop, minha gente, é uma eterna reciclagem de ideias. A diva estava “enjoying us”, e eu só conseguia rir por dentro. Que momento!

E então veio “Don’t Forget About Us”, onde Mariah e o público compartilham o momento: ninguém lembra da letra. Nem ela. O teleprompter, de novo, foi o herói da noite. Mas tudo perdoado, porque Mariah grita, e nós adoramos quando ela grita.

“We Belong Together” exigiu muito dela. A música é difícil para qualquer uma, mas ela entregou. Aqui, ao contrário dos memes da internet, ela não fez cara de dor ao cantar. Profissionalismo, minha gente.

Quando chegou “Fly Like a Bird”, eu já estava com medo de que ela soltasse um hino de Natal em setembro.

Sério, Mariah? Dá um tempo para a gente se preparar! It’s not time yet! Mas bem que eu queria.

Depois de uma pausa dramática, o bis chegou com “I Wanna Know What Love Is”. Whistle notes perfeitos, sem esforço.

E assim, a gente terminou a noite, entre agudos, brilhos e uma diva que, apesar de todas as dúvidas sobre o ao vivo, continua sendo a Mariah Carey que sempre amaremos.

E aí, gente, a pergunta que não quer calar: foi tudo ao vivo ou estamos sonhando com um playback bem disfarçado?

Será que Mariah cantou de verdade aqui no Rock in Rio, ou ela estava no modo playback de São Paulo e resolveu nos enganar de novo?

A verdade é que o mistério ficou no ar – talvez culpa da transmissão do Multishow, que mais atrapalhou do que ajudou com aquelas câmeras perdidas no meio da galera.

Mas quer saber? Seja ao vivo ou não, Mariah tem essa magia de nos conquistar de qualquer jeito.

E no final das contas, com playback ou sem playback, o show valeu cada minuto. Porque quando é Mariah, o resto é detalhe.

Texto

CONRADO COSTA

Imagens

Divulgação do Rock in Rio

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Editor  César Oliveira